Acusado de roubo em loja do Flamengo tem prisão decretada
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 15/10/2019 18:05

O juiz Marco Couto, da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, aceitou a denúncia do Ministério Público e decretou nesta terça-feira (15/10) a prisão preventiva de Wilson de Oliveira Andrade Júnior, acusado de participar do assalto a uma loja de produtos oficiais do Flamengo, em Rio das Pedras, no último dia 4. Imagens do roubo viralizaram nas redes sociais, inclusive com os bandidos ostentando os itens roubados, como relógios, bonés e camisas, avaliados em R$ 164.027,00. Os outros integrantes do bando ainda não foram identificados.

Na decisão, o juiz destaca que a prisão de Wilson, que já fora condenado por roubo em outra ação julgada por ele, é necessária para a garantia da ordem pública, para a conveniência da instrução criminal - dando tranquilidade às testemunhas - e para assegurar a aplicação da lei penal.

“Trata-se de fato gravíssimo, expondo a perigo os funcionários da loja e o enorme número de clientes, sobretudo no atual período em que o time profissional de futebol do referido clube vem tendo inequívoco destaque nacional e internacional, incrementando a venda de seus produtos e, por consequência, aumentando o fluxo de torcedores no local”, escreveu.

Relembre o caso

Pelo menos três homens armados participaram do roubo. Imagens captadas pelas câmeras de segurança mostram um homem e uma mulher, funcionários uniformizados do estabelecimento, conversando e tomando café quando um homem de camisa branca entra na loja e mostra a arma. Ele rende os dois e tranca-os no banheiro. Em outro momento, ele chega a agredir uma funcionária.

Em seguida, seu comparsa, que também veste a camisa do clube, traz sacos plásticos grandes e começa a recolher itens como relógios, bonés e camisas. É ele quem leva os produtos para o carro, na parte externa da loja, e quem fecha o estabelecimento. Do lado de fora, um terceiro homem, de boné e regata, auxilia-o a transportar as sacolas.

Em dois vídeos gravados pelo bando, eles debocham e comemoram o resultado da ação. "Pegou a visão? Só camisa nova! Nós vai (sic) na pista e rouba tudo, papai", ironiza um deles.

Em outro, eles exibem vários sacos pretos cheios de produtos roubados, incluindo os lançamentos deste ano. "Aí, rapaziadinha, só traje novo do Mengão, hein?" Cada camisa custa, em média, R$ 250.

Processo 0046357-45.2019.8.19.0203

AB/FS