Justiça pela Paz em Casa: TJRJ terá 1.824 audiências concentradas
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 22/11/2019 10:38

Em sua 15ª Edição, a Semana da Justiça pela Paz em Casa concentra esforços para agilizar o andamento dos processos relacionados à violência de gênero. Com este objetivo, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro vai realizar, entre os dias 25 e 29, um total de 1.824 audiências relativas a casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.

A comarca da Capital será o local com maior número de audiências (165), seguida da Regional de Bangu (137), da Regional da Barra da Tijuca (100) e de Duque de Caxias (83), na Baixada Fluminense.

Promovido pelo Conselho Nacional de Justiça em parceria com os Tribunais de Justiça estaduais, o Programa Justiça pela Paz em Casa busca ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). A iniciativa, que conta com três edições por ano (em março, agosto e novembro), começou em 2015.

Na 14ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, o Poder Judiciário fluminense realizou 1.353 audiências concentradas, 10 júris, concedeu 508 medidas protetivas e proferiu 1.432 sentenças.

Durante a 15ª Edição da Semana da Justiça pela Paz em Casa, o Centro Cultural Museu da Justiça oferece uma programação especial e gratuita para o público. Veja abaixo a agenda de eventos e programe-se. O CCMJ fica na Rua Dom Manuel 29, Centro, Rio de Janeiro.

 

Datas: 25 a 29 de novembro 

Sinopse: “Nunca me calarei”, do artista Márcio Freitas, é uma mostra fotográfica de rostos de mulheres brasileiras que sofreram alguma forma de assédio, tentativa ou abuso sexual. As fotos expõem nos olhares de cada uma das vítimas, dor, medo, mágoa e raiva, dando voz a quem durante muito tempo se manteve calada, devido a bloqueios sociais ou emocionais. O projeto nasceu da vontade do fotógrafo carioca captar, além da dor física, as marcas deixadas na alma e refletidas nos olhos de cada vítima desse tipo de violência. E é um convite a outras mulheres para que não se calem diante de qualquer forma de violência.

Local: Saguão de entrada – APJ-Niterói. Até 31 de março de 2020.

Horário: 11h às 17h (segunda a sexta-feira)

Endereço: Praça da República, s/nº, Centro – Niterói/RJ

 

Data: 26/11, terça-feira

Sinopse: Concerto do Duo Madri

Horário: 12h 30min

Lotação: 50 pessoas

Distribuição de senhas: 12h

Duração: 80 minutos

Endereço: Rua Dom Manuel, 29, Centro – Rio de Janeiro/RJ

 

Duo Madri: Formado pelas violonistas Adriana Ballesté e Mara Lúcia Ribeiro, amigas desde a faculdade, época onde participaram da Orquestra de Violões do Rio de Janeiro, sob a direção de Turíbio Santos. Adriana é doutora em Musicologia e atua intensamente nessa área, já Mara Lucia se especializou na Espanha em violão flamenco. No repertório poderemos ouvir um programa extenso e variado, desde Johann Sebastian Bach até os espanhóis Isaac Albéniz e Manuel de Falla.

 

Data: 26/11, terça-feira

Debate: A Arte da Superação 

Sinopse: Roda de conversa com Panmela Castro e Maria Augusta Fischer

Local: Salão Nobre

Horário: 19h

Lotação: 50 pessoas

Distribuição de senhas: 18h 30min

Duração: 2h

Endereço: Rua Dom Manuel, 29, Centro – Rio de Janeiro/RJ

 

Panmela Castro: Artista visual, é mestre em processos artísticos contemporâneos pelo Instituto de Arte da UERJ e bacharel em pintura pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Com um interesse especial na performance, ela se dedica a criar obras de arte confessionais relacionadas a experiências pessoais de violência. A artista desenvolveu projetos de arte em cidades do Brasil, e em diversos países, tais como Inglaterra, Canadá, Espanha, França, nacional e internacionalmente. Recebeu muitas indicações de direitos humanos por seu trabalho ativista nas artes, como o Vital Voices Leadership Awards (DC, 2010), o DVF Awards (NY, 2012), o jovem líder global do Fórum Econômico Mundial (2013). Para promover uma mudança efetiva na sociedade, Panmela fundou a Rede NAMI, uma instituição de artes e direitos humanos onde, desde 2010, investe em mais de 9.000 mulheres e hoje é dedicada às mulheres negras mais afetadas pelo feminicídio no país.

Maria Augusta Fischer: Maria Augusta Fischer é psicóloga clínica graduada pela PUC e psicóloga jurídica pela UERJ. É especialista em violência contra a mulher e coordenadora do grupo de reflexão com mulheres em situação de violência doméstica. Atua como psicóloga no Centro de Atendimento à Mulher – CIAM Marcia Lyra.

 

Data: 29/11, sexta-feira

(Re) existir mulher!

Sinopse: Abertura com pocket show com Laura Canabravo + apresentação dos esquetes “Filhas da Terra” e “Eu quase morri afogada várias vezes”.

Local: Sala Multiuso

Horário: 19h

Lotação: 60 lugares

Distribuição de senhas: 18h 30min

Duração: 1h15min

Endereço: Rua Dom Manuel, 29, Centro – Rio de Janeiro/RJ

Laura Canabravo (20 min): Cantora, compositora e atriz, vem desenvolvendo um trabalho inteiramente autoral, onde expressa seus sentimentos, questionamentos, inquietações enquanto mulher feminista. Lançou também os clipes de suas músicas Transe, Transa, Transitar e Filha de Oya, enfatizando o empoderamento feminino através da liberdade dos seus corpos e seus desejos. Nesse show, apresentará em formato íntimo, com seu violão, algumas de suas músicas e algumas releituras de compositores da música brasileira.

Filhas da Terra (15 min): Este espetáculo aborda questões relacionadas a contemporaneidade, tendo como recorte o universo feminino. O feminicídio, o assédio, a mulher em evidência em um grito que quer sair e sempre é silenciado. No palco, as atrizes trabalham o teatro físico e gestual através de um rito cênico, utilizando os elementos da natureza em reverberação nos seus corpos. O espetáculo não pretende responder a essas indagações, apenas anunciá-las ao espectador de forma poética e dialética com canções, poesias e relatos de nossas mulheres.

Eu (quase) morri afogada várias vezes (40 min): A Coletiva As Minas é composta por elenco e ficha técnica exclusivamente de mulheres. Devido ao sucesso de toda a parte musical da peça, em cartaz desde 2017, o elenco formou o show-performance “As Minas In Concert” que mistura músicas de artistas mulheres, de temática feminista, com músicas autorais do espetáculo. A peça narra dramas vividos diariamente por mulheres dos nossos tempos. As esquetes e números musicais são guiados pelo fio condutor do crescente empoderamento que se revela possível na medida em que passa a haver união.

 

SP/FS