Projeto Violeta chega à Leopoldina
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 13/03/2020 18:27
Iniciativa acelera concessão de medidas protetivas de urgência às vítimas

Na noite de 1° de setembro de 2016, Debora Bitencourt Chaves, 24 anos, mãe de dois filhos, moradora da Ilha do Governador foi vítima de feminicídio. Ela denunciou o ex-marido Nilton da Silva várias vezes na delegacia pelas agressões sofridas, mas não foi o suficiente para evitar o pior.

O caso foi lembrado nesta sexta-feira (13/03) durante a inauguração do Projeto Violeta, no Fórum da Leopoldina, pela juíza Katerine Jathay. Integrante da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (COEM) do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), a magistrada destacou o desfecho triste de Debora para destacar a importância da iniciativa.

- Todo dia morrem mulheres apenas por serem mulheres. Esse momento é muito importante para enfrentarmos a violência doméstica garantindo cobertura em uma área que abrange várias comunidades e concentra um alto índice de casos. O objetivo é acelerar o acesso da mulher à Justiça – disse a juíza.

A juíza Adriana Ramos de Mello, titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar da capital, disse que a região tem uma das maiores distribuições do estado: são cerca de 850 processos novos por mês.

- É muito importante que as pessoas que moram nesse local sejam acolhidas da melhor forma possível. Os casos contabilizados são de mulheres que têm a coragem e condição de registrar numa região de conflitos – explicou a magistrada.

                                           O ônibus do Projeto Violeta na porta do fórum: atendimento e conscientização

Durante discurso, a subsecretária municipal de Política para as Mulheres, Joice Braga, ressaltou que é importante agregar, contribuir e fortalecer as mulheres para que não se sintam sozinhas. E acrescentou que o encontro fortalece a rede de enfrentamento da violência.

- Os principais atores estão reunidos para pensar em uma melhor qualidade de atendimento ofertado especificamente a quem sofrem violência. Nós estamos juntas para enfrentar uma nova demanda que está surgindo de casos de denúncia onde as mulheres resolveram romper o silêncio. Estamos estimulando todas a denunciarem porque umas têm mais suporte com a família para sair da violência e outras não. Necessitam de políticas públicas.

Representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados (OAB), da Polícia Civil e Polícia Militar, do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) e Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM) participaram da inauguração.

                           Integrantes da rede de enfrentamento à violência contra a mulher participaram da inauguração

SV/FB

Fotos: Brunno Dantas/ TJRJ